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:: 29 de abril, 2005 ::


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:: 22 de abril, 2005 ::

Perder e Ganhar

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Com as perdas, só há um jeito:
perde-las.
Com os ganhos,
o proveito é saborrear cada um
como uma fruta boa da estação.

A vida, como um pensamento,
corre à frente dos relógios.
O ritmo das águas indica o roteiro
e me oferece um papel:
abrir o coração como uma vela
ao vento, ou pagar sempre a conta
já vencida.

Lya Luft



:: 19 de abril, 2005 ::

Dia do Indio

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Poderoso Grande Espírito, Grande Mistério,
Neste dia de outono,
Aqui, em nossa abençoada Mãe Terra,
Aqui, neste momento,
Nós pedimos Paz.

Viemos juntos em Paz.
Viemos juntos em Celebração.
Nós aceitamos nossas diferenças,
Nós honramos todos os caminhos e as tradições
De nossos muitos irmãos e irmãs,
Nós somos um povo.

Obrigada por suas muitas bençãos.
Que a Paz prevaleça em Nossos Corações.
Que a Paz prevaleça na Terra.



:: 17 de abril, 2005 ::

Paixão...

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De qualquer jeito,
em qualquer lugar,
por qualquer ângulo,
hei de ser sua.

No aconchego do lar,
ou no olho da rua.
Sem nenhum preâmbulo,
nem explicação.

Ao tomar na minha sua mão,
como quem une as vidas numa prece,
vamos seguir o rumo dos canários
e deslizar sobre o azul imaginário
de que se veste o céu quando amanhece.

Mas, quando a estrela rasgar a noite
de ciúme enfurecida,
há de vagar sozinha pelo espaço,
pois estarei afagada nos seus braços,
das delícias do amor adormecida.

Flora Figueiredo



:: 12 de abril, 2005 ::

ESTRADA

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Esta estrada onde moro,
entre duas voltas do caminho,
Interessa mais que uma avenida urbana.
Nas cidades todas as pessoas se parecem.
Todo o mundo é igual.
todo o mundo é toda a gente.
Aqui, não: sente-se bem
que cada um traz a sua alma.
Cada criatura é única.
Até os cães.
Estes cães da roça
parecem homens de negócios:
Andam sempre preocupados.
E quanta gente vem e vai!
E tudo tem aquele caráter impressivo
que faz meditar:
Enterro a pé ou
a carrocinha de leite
puxada por um bodezinho manhoso.
Nem falta o murmúrio da água,
para sugerir, pela voz dos símbolos,
Que a vida passa! que a vida passa!
E que a mocidade vai acabar.

Manoel Bandeira



:: 06 de abril, 2005 ::

A palavra é uma roupa que a gente veste

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Uns gostam de palavras curtas.
Outros usam roupa em excesso.
Existem os que jogam palavra fora.
Pior são os que usam em desalinho.
Alguns usam palavras raras.
Poucoss ostentam caras.
Tem quem nunca troca.
Tem quem usa a dos outros.
A maioria não sabe o que veste.
Alguns sabem e fingem que não.
E tem quem nunca usa a roupa certa pra ocasião.
Tem os que se ajeitam bem com poucas peças.
Outros se enrolam em um vocabulário de muitas.
Tem gente que estraaga tudo que usa.
E você,com quais palavras você se despe

Viviane Mosé



:: 03 de abril, 2005 ::

CIDADE DO VATICANO -

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CIDADE DO VATICANO - Após meses de agonia pública, Karol Jozef Wojtyla, feito em 1978 Papa João Paulo II, morreu, em seus aposentos no Vaticano. O Santo Padre que entrou para a História como o Papa peregrino e ferrenho defensor da paz, tinha 84 anos. Seu pontificado, o terceiro maior da História da Igreja Católica Romana, durou 26 anos e cinco meses.
Embaixador da paz, o Papa foi o único dos grandes líderes mundiais a se bater contra a Guerra do Golfo, em 1990, enviando cartas aos presidentes George Bush e Saddam Hussein e reunindo seus bispos para avaliar a situação. Ele criticou duramente os bombardeios americanos à população civil iraquiana e também o embargo econômico, cujos efeitos resultaram na morte de milhares de crianças. A fratricida guerra da Bósnia fez João Paulo II reviver os temores da Segunda Guerra e planejar uma visita à dilacerada Sarajevo em 1994, no auge dos conflitos - uma viagem que no último minuto foi cancelada pela burocracia da Santa Sé. Ele imaginava que sua autoridade de Papa poria fim ao conflito. Por isso comprou briga com Israel ao se proclamar favorável à criação de um estado palestino, lamentando a violência contra os muçulmanos na Terra Santa. Na América do Sul teve êxito ao conseguir mediar uma solução pacífica para a disputa entre Argentina e Chile pelo canal de Beagle, que por pouco não levou os dois países a uma guerra.
Embaixador da paz, o Papa foi o único dos grandes líderes mundiais a se bater contra a Guerra do Golfo, em 1990, enviando cartas aos presidentes George Bush e Saddam Hussein e reunindo seus bispos para avaliar a situação. Ele criticou duramente os bombardeios americanos à população civil iraquiana e também o embargo econômico, cujos efeitos resultaram na morte de milhares de crianças. A fratricida guerra da Bósnia fez João Paulo II reviver os temores da Segunda Guerra e planejar uma visita à dilacerada Sarajevo em 1994, no auge dos conflitos - uma viagem que no último minuto foi cancelada pela burocracia da Santa Sé. Ele imaginava que sua autoridade de Papa poria fim ao conflito. Por isso comprou briga com Israel ao se proclamar favorável à criação de um estado palestino, lamentando a violência contra os muçulmanos na Terra Santa. Na América do Sul teve êxito ao conseguir mediar uma solução pacífica para a disputa entre Argentina e Chile pelo canal de Beagle, que por pouco não levou os dois países a uma guerra.

Globo online

Vá em paz