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:: 09 de novembro, 2008 ::


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Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa



:: 20 de outubro, 2008 ::


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Não coma a vida com garfo e faca.
Lambuze-se!
Muita gente guarda a vida para o futuro.
Mesmo que a vida esteja na geladeira,
se você não a viver, ela se deteriorará.
É por isso que tantas pessoas
se sentem emboloradas na meia-idade.
Elas guardam a vida,
não se entregam ao amor,
ao trabalho, não ousam,
não vão em frente.
Não deixe sua vida ficar muito séria,
saboreie tudo o que conseguir:
as derrotas e as vitórias,
a força do amanhecer
e a poesia do anoitecer.
Com o tempo,
você vai percebendo
que para ser feliz você precisa aprender
a gostar de si, a cuidar de si e, principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do Jardim para que elas venham até você."

Mário Quintana



:: 03 de setembro, 2008 ::


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Cançao das mulheres
Lya Luft do livro Pensar é transgredir


"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços
sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo
a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude,
e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim,
porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou
nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo
um pouco mais em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está
a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles,
o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer
alarde nem dizendo "Olha que estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua,
nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária
que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante
de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo
atrás de mim reclamando: "Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!"
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não
comente logo: "Pôxa, mais um?"
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco
a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro, filho, amigo, amante, marido, não me considere sempre
disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite
quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço,
não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa:
vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa, uma mulher".



:: 07 de agosto, 2008 ::


É bom ter mãe quando se é criança,
e também é bom quando se é adulto.
Quando se é adolescente pensa que viveria melhor sem ela,
mas é erro de cálculo.
Mãe é bom em qualquer idade.
Sem ela, ficamos órfãos de tudo,
já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.
O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome.
Não liga se virarmos a noite na rua,
não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos.
O mundo quer defender o seu, não o nosso.

O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro.
Quer que a gente case logo e compre um apartamento
que vai nos deixar endividado por 20 anos.
O mundo quer que a gente ande na moda,
que a gente troque de carro,
que a gente tenha boa aparência,
e estoure o cartão de crédito.

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência,
mas está mais preocupada com o nosso banho,
com os nossos dentes e nossos ouvidos,
com a nossa limpeza interna:
não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.
O mundo nos olha superficialmente.
Não consegue enxergar através.
Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento.
O mundo quer que sejamos lindos,
Sarados e vitoriosos, para enfeitar ele próprio,
como se fôssemos objetos de decoração do planeta.
O mundo não tira nossa febre,
não penteia nosso cabelo,
não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto
mas não quer atender nossas necessidades.
O mundo, quando não concorda com a gente,
nos pune, nos rotula, nos exclui.
O mundo não tem doçura, não tem paciência,
não pára para nos ouvir.
O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e
qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada
dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio,
de como foi duro arranjar o primeiro emprego.
Para o mundo, quem menos corre, voa.
Quem não se comunica se trumbica.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
O mundo não quer saber de indivíduos,
e sim de slogans e estatísticas...
Mãe é de outro mundo.
É emocionalmente incorreta:
exclusivista, parcial,
metida, brigona,
insistente, dramática,
chega a ser até corruptível
se oferecermos em troca alguma atenção.
Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes
e tenta adivinhar todas as nossas vontades,
Enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima,
seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo.
Mãe é de graça!!!

Martha Medeiros



:: 31 de julho, 2008 ::

Amigos

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Abençoados os que possuem amigos,
os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede,
não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos,
os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala,
não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos,
os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que
acreditam na tua verdade
ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos
de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros
da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber
que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber
que os espinhos têm rosas!


Machado de Assis.



:: 10 de julho, 2008 ::

Aceite-me

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Aceite-me como eu sou.
Não venho com garantia nem tenho a pretensão
de ser alguém perfeito.
Toda a perfeição não posso ter.
Eu sou como você: sou da espécie humana,
sou capaz de errar.
O erro não é falha de caráter e errar
faz parte da Natureza Humana.
Eu vivo. Eu sorrio. Eu também aprendo.
Meu conhecimento é incompleto.
Estou na busca o tempo todo, nas horas acordadas
e nas horas de sono.
Eu tenho um longo caminho a ser percorrido,
assim como você também tem.
Aprendemos nossas lições pelo caminho.
Atingiremos a Sabedoria.
Assim, por favor, aceite-me como sou !
Porque eu sou só eu. Apenas eu.
Não há ninguém igualzinho a mim no mundo.
Esta é a única garantia que dou.
É assim que eu me sinto.
Eu tenho um coração. Abra-me e veja-o !
Por favor, cuide bem dele.
Ele é tudo que eu sou.
Apenas eu.

Silvia Schmidt



:: 22 de maio, 2008 ::

Apenas um Abraço

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Apenas um abraço me destes, realmente...
Parece que foi uma atitude pequena,
mas se pudesse voltar naquele dia novamente
repetiria cem vezes a mesma cena.

Há tempos não recebia um abraço assim,
tão carinhoso que não pude esquecer,
apenas queria que ele não tivesse fim
para poder estar sempre junto com você.

Espero que me entenda e realize minha vontade
por favor, veja o que eu faço.
Compreenda que sinto, de ti, muita saudade
não peço muito, Apenas um Abraço.

Eu sei que aquele dia não retornará
mas meus pensamentos dizem q é possível,
assim poderemos novamente amar
com este sentimento quase que invisível

Sentimento que viveu naquele momento
um Abraço difícil de esquecer
que me fez acordar por dentro,
só por perceber que estava ali com você

Sim... Eu sei que foi apenas um abraço
mas saiba que ele está aqui, guardado em meu coração.
Talvez por causa do meu possível fracasso,
não voltarei a senti-lo, acho que não...

Por esse motivo estou aqui
sem lugar, sem razão e sem espaço,
pois não posso mais lhe sentir...
Tudo o que eu queria é ter
Apenas um Abraço.



:: 11 de maio, 2008 ::

Mãe permanente

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Abrigo perfeito
De todo jeito
Calor!
Ter no corpo
Outro corpo
Amor!
Antes e depois
Agora dois
Mãe!
Calor de sempre
Amor constante
Mãe permanente

Celito Medeiros



:: 10 de maio, 2008 ::

VIDA É CONFLITO

Quanto mais vivo, mais me convenço de que viver é a possibilidade de se aprender a compreender e a enfrentar conflito. Vida é conflito, e conflito não quer dizer briga, como se diz. Conflito é luta consigo mesmo.
O que tem solução não é conflito: é problema, impasse. O conflito é um complexo de conteúdos, que perduram além e adiante da solução, e que aumentam tanto quando há, como quando não há solução.
O conflito é, pois, um enigma existencial! Nunca tem resposta total, por isso vida é drama.
Drama é se viver na impossibilidade de solucionar a maioria dos conflitos que nos cercam. O mito é o material interno do conflito, a lavrar-lhe no íntimo, impossível de apreensão ou compreensão plenas.
Desafiado pelo conflito, o ser humano empreende a tentativa de solução, pois foi dotado de uma mente que também é lógica e racional, e, entre as suas imperfeições, possui a de não conseguir conviver com a dúvida.
O homem é um ser que não consegue viver com o que lhe é matéria-prima: a dúvida. Porém sem ela não vive, vegeta.
Não há, pois, solução - a não ser parcial - para os conflitos. A vida é a sucessão deles e quanto mais o ser consiga a contrição e a auto-reflexão, iluminar-se-á em cada fase e se enriquecerá de dúvida, de impasse e de suplício, transformando sua existência numa luta rica.
Compreender a dificuldade e a impossibilidade de plenitude em qualquer resposta é descobrir o caminho da existência madura, forte, porque capaz de enfrentar a certeza de que vida é drama e suplício (não no sentido de sofrimento ou martírio, mas de trabalho existencial e tarefa de conviver com o conflito).
Fazê-lo (ao conflito) parte do ser é única maneira de minimizar seus efeitos e enriquecer-se com suas verdades contraditórias.
É da capacidade de enfrentar todas as dores da verdade que fazemos a "corrente sem elos" de nosso amadurecimento, o que não quer dizer que solucionamos nossos conflitos e, sim, que temos a coragem de neles mergulhar para melhorarmos, doendo. ao mesmo tempo em que descobrindo as felicidades possíveis.

Artur da Távola



:: 28 de abril, 2008 ::

Paisagem Urbana

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Num ponto qualquer da cidade
trêfego
trôpego
sôfrego
bêbado.
Ele tem medo da sobriedade

Flora Figueiredo